sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Halloween? Não. Eu celebro Todos os Santos!



Duas festas com origens diferentes. Uma delas originou-se de uma antiga tradição pagã, de espantar maus espíritos e demônios que vagariam pela terra dos vivos durante a noite deste dia do ano. A outra, da iniciativa de missionários católicos que buscavam cristianizar a população pagã e que a convidava para celebrar aqueles que já estavam próximos de Deus, em sua glória.

A transição entre os meses de outubro e novembro é marcada pelas datas do Halloween e do Dia de todos os Santos, respectivamente nos dias 31 e 1º. Enquanto a primeira é largamente celebrada e divulgada, a segunda não tem tanta repercussão. Talvez por causa da influência das escolas e dos cursinhos de inglês, que importaram a comemoração dos países de migração anglo-saxã.

Nós podemos fazer este contraponto! Trazer à tona toda a beleza do mistério da Comunhão dos Santos, que tantos bens espirituais nos comunica a cada dia. Vamos celebrar o Dia de Todos os Santos, ao invés de uma festa que nem mesmo se identifica com nossa cultura.

Essa é a instrução da coordenadora nacional do Ministério para as Crianças, Hyde Flávia: que sejam realizadas em todo o Brasil festas em homenagem aos santos, tanto aqueles que são muito conhecidos e admirados, quanto aqueles que não são tão notórios, mas que dedicaram a sua vida ao seguimento do Evangelho.







segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Como se relacionar com Deus?



Como já foi lembrado nas formações anteriores, Deus está próximo de nós e, mais do que isso, está ansioso por participar da nossa vida. É importante destacar que o Senhor é Emmanuel, Deus conosco. Ele é quem sempre dá o primeiro passo em direção ao homem. No paraíso, após a desobediência de Adão, é Deus que lhe vem ao encontro em primeiro lugar e o chama: “Adão, onde estás?” (Gn 3, 9). É sempre o Senhor quem vai em busca do homem. Na encarnação do seu Filho, isso se torna mais manifesto: “Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos Ele nos amado e enviado seu Filho único para expiar os nossos pecados” (1Jo 4, 10). Esse chamado de Deus em busca do homem - “’Onde estás?’ – palpita no interior de todos nós o desejo, a sede de Deus. O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, e [...] Deus não cessa de atrair o homem para si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar” (CIC 27). E Santo Agostinho diz que o “nosso coração vive inquieto, enquanto não repousar em vós” (Confissões nº 01).

O relacionamento do homem com Deus começa com o início da própria existência. Como lembramos no Salmo 138, desde antes de nascer, Deus já olha por nós. O relacionamento se torna mais íntimo com o sacramento do batismo. É lá que a criança-criatura é acolhida na família de Deus e recebe a adoção, o caráter de filho de Deus. Isso se repete em todos os sacramentos da Igreja: na medida em que participamos deles, vivenciamos a pertença à Sua família. A vida da Igreja nos impulsiona ao relacionamento com Deus. Através dos sacramentos – principalmente da Eucaristia e da Penitência – o próprio Deus se revela ao crente. “É pelos sacramentos da Igreja que Cristo comunica aos membros do seu corpo o Seu Espírito Santo e Santificador” (CIC 739).

Nos sacramentos da Igreja, Deus se revela ao homem. “Os sacramentos da nova lei foram instituídos por Cristo e são sete, a saber: o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimônio. Os sete sacramentos atingem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida do cristão: dão à fé do cristão origem e crescimento, cura e missão” (CIC 1210). “O que a fé confessa, os sacramentos comunicam: pelos ‘sacramentos que os fizeram renascer’, os cristãos se tornaram ‘filhos de Deus’ (cf. Jo 1, 12; 1Jo 3, 1), ‘participantes da natureza divina’ (2Pd 1, 4)” (CIC 1692).

Relacionar-se com Deus não é muito diferente do relacionar-se com um amigo. Nessa situação, o diálogo é fundamental. É através dele que os amigos se conhecem e se dão a conhecer. É conversando que eles aprendem o que agrada a um e desagrada ao outro, o que é bom pra um e ruim para o outro. No relacionamento com Deus acontece o mesmo: o diálogo é a oração. É primordialmente através da oração que nos relacionamos com Deus: “Ainda que o homem esqueça seu Criador, ou se esconda longe de Sua Face, ainda que corra atrás dos seus ídolos ou acuse a divindade de tê-lo abandonado, o Deus vivo e verdadeiro chama incessantemente cada pessoa ao encontro misterioso da oração. Essa atitude de amor fiel vem sempre em primeiro lugar na oração; a atitude do homem é sempre resposta ao esse amor fiel. À medida que Deus se revela e revela o homem a si mesmo, a oração aparece como um recíproco apelo, um drama de Aliança” (CIC 2567).

Ainda em outro trecho, o Catecismo nos lembra a passagem que representa o encontro de todo o homem com o Filho de Deus: a samaritana no poço de Jacó (cf. Jo 4). “’Se conhecesses o dom de Deus!’ (Jo 4, 10). A maravilha da oração se revela justamente aí, à beira dos poços aonde vamos procurar nossa água; é aí que Cristo vem ao encontro de todo ser humano, é o primeiro a nos procurar e é Ele quem pede de beber. Jesus tem sede, seu pedido vem das profundezas do Deus que nos deseja. A oração, quer saibamos ou não, é o encontro entre a sede de Deus e a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede Dele” (CIC 2560).

Como na amizade, o diálogo tem de ser verdadeiro e, na oração, nossas palavras devem ser autênticas. Não podemos cultivar uma relação frutuosa com Deus apresentando-nos apenas com orações decoradas e escondendo o que realmente sentimos. Muitas pessoas não descobrem o valor de um relacionamento sincero com Deus porque não conseguem manifestar a Ele seus reais sentimentos. Vestem uma máscara diante Dele e, não importa o que estejam passando, repetem sempre as mesmas palavras de louvor e adoração. Se nosso espírito está abatido, é assim que devemos nos apresentar a Deus. Se estamos com raiva ou tristes, não podemos fingir que está tudo bem. É a Deus que devemos apresentar nossa raiva, nossa tristeza e todos os nossos sentimentos. A primeira coisa que devemos fazer para conquistar um relacionamento de intimidade com o Senhor é jogar fora as máscaras e apresentarmo-nos diante Dele exatamente como somos.

Existem diversos tipos de oração. Em cada um, nos apresentamos ao Senhor de uma maneira diferente e contemplamos sua Face de modo particular. Na oração de louvor, por exemplo, nos apresentamos admirados e agradecidos por suas obras. O louvor não existe apenas para as coisas boas da nossa vida. Se cremos que Deus é amor, compreendemos que até as coisas ruins que nos acontecem são permitidas por amor. Assim, louvamos também pelas coisas que não nos parecem boas. O louvor é a oração do reconhecimento de Deus, ou seja, com o louvor reconhecemos sua majestade, sua glória, seu poder. Da mesma forma, na adoração, na súplica, na ação de graças, no pedido de perdão e nos diversos tipos de diálogo com Deus, experimentamos sua Graça e sua misericordiosa presença. Vale lembrar as palavras de Santa Teresinha do Menino Jesus: “Para mim a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria”. Um ‘impulso do coração’ é algo espontâneo, que brota do mais íntimo do homem, que não pode ser contido por fórmulas pré-estabelecidas e padronizadas.

É importante destacar que essa oração espontânea é fundamental para construirmos um relacionamento íntimo com o Senhor, porém não substitui as orações ensinadas pela Igreja e que devem ser cultivadas com zelo por todo o cristão. Mesmo na prática de orações recitadas, é preciso que toda nossa alma acompanhe as palavras que recitamos: “Para que essa oração seja algo próprio de cada um dos que nela participam e se torne fonte de piedade e da multiforme graça divina e alimento da oração individual e da ação apostólica, é preciso que nela a mente concorde com a voz, celebrando-a com dignidade, atenção e devoção. Todos cooperem diligentemente com a graça divina, para não a receberem em vão. Buscando a Cristo e penetrando cada vez mais intimamente em seu mistério mediante a oração, louvem a Deus e façam súplicas com a mesma intenção com que o divino Redentor orava” (Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas nº 19).

“De onde vem a oração humana? Qualquer que seja a linguagem da oração (gestos e palavras), é o homem todo que reza. Mas para designar o lugar onde brota a oração, as Escrituras falam às vezes da alma ou do espírito, geralmente do coração (mais de mil vezes). É o coração que reza. Se ele está longe de Deus, a expressão da oração é vã. [...] A oração cristã é uma relação de Aliança entre Deus e o homem em Cristo. É a ação de Deus e do homem; brota do espírito e de nós, dirigida ao Pai, em união com a vontade humana do Filho de Deus feito Homem” (CIC 2565-2563).

O Rosário, por exemplo, nos ensina a contemplar os mistérios da encarnação assim como Maria os contemplou. O Ofício das Horas nos leva a consagrar nossa jornada e elevar nossa mente e coração a Deus nos diferentes momentos do dia. As orações e novenas dos Santos, além de conquistar os frutos de sua intercessão pelo mistério da Comunhão dos Santos, desabrocham em nós o coração suplicante de filhos que clamam. Todas essas práticas devem ser incentivadas em nossos grupos, porém devemos sempre motivar nossos jovens a buscarem desenvolver também a oração espontânea.

É importante também que guardemos esta verdade: a oração é graça, é um dom de Deus para o homem que clama!

Um fato concreto que eleva o relacionamento do homem com Deus ao grau da intimidade é a graça vivenciada pela Igreja com maior intensidade nesses tempos: a efusão do Espírito Santo. O Batismo no Espírito derruba toda barreira no coração humano para o relacionamento com Deus. É claro que sempre devemos nos esforçar para fazer a nossa parte. A Efusão do Espírito Santo é, portanto, o desabrochar da ação da Graça que pode ter ficado sufocada desde o nosso batismo. O Magistério nos ensina sobre a ação do Espírito Santo na Igreja: “O Espírito prepara os homens, antecipa-se a eles pela sua graça, para atraí-los a Cristo. Manifesta-lhes o Senhor ressuscitado, lembra-lhes a sua palavra, abrindo-lhes o Espírito à compreensão da sua Morte e Ressurreição. Torna-lhes presente o mistério de Cristo, eminentemente na Eucaristia a fim de reconciliá-los, de colocá-los em comunhão com Deus, a fim de fazê-los produzir ‘muito fruto’ (cf. Jo 15, 5.8.16)” (CEC 737).

Os nossos Grupos de Oração são terreno fértil e privilegiado para o desabrochar de um relacionamento fecundo entre o homem e Deus. Mas não só neles devemos buscar esse relacionamento. A oração pessoal é fundamental para crescermos em intimidade com o Senhor. “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á” (Mt 6, 6).

O relacionamento de Jesus com seus discípulos não se dava apenas durante suas aparições públicas, quando curava e pregava a Boa Nova. O momento privilegiado do Mestre com aqueles que chamou a segui-lo dava-se à noite, no monte ou na intimidade com os discípulos, sempre longe da multidão (cf. Mc 4, 10; Lc 9, 18; Lc 9, 28-36; Lc 18, 31; Mt 13, 36). É pela intensidade e pela grande quantidade desses momentos que Jesus, na sua despedida, pôde dizer: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai” (Jo 15, 15). O relacionamento com Deus não pode ser apenas o relacionamento de um servo com o seu Senhor. Devemos querer mais, devemos buscar uma amizade profunda com o Senhor, através dos momentos de intimidade. Isso não virá apenas pelo nosso esforço, mas pela Graça. Assim, devemos colocar-nos à disposição do Senhor e fazer a nossa parte, pedindo a graça da intimidade com Deus ao Espírito Santo. Portanto, importa estar sempre aos pés do Senhor. Essa é a pedagogia do Mestre. Ele ensina na ‘escuridão’, falando ‘ao ouvido’: “O que eu vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vós é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados” (Mt 10, 27).

Leia o restante desta seção da formação na próxima semana!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dom Alberto Taveira fala sobre o direito e o dever do voto

Nossa fé compromete todo o nosso jeito de viver exigindo de nós uma postura condizente com o Evangelho. Por isso, num momento decisivo para a nossa nação, como o das eleições, precisamos estar atentos e conscientes do nosso papel.

Dom Alberto Taveira, assessor eclesiástico da RCC e bispo de Belém/PA, escreveu uma carta com importantes orientações para as eleições. No texto, o bispo se refere aos fiéis da sua diocese, porém suas palavras são pertinentes a todos nós.

Ao Povo de Deus na Arquidiocese de Belém

Caríssimo irmão,
Caríssima irmã,

Vivemos um tempo especial da graça de Deus, quando a sociedade brasileira espera a participação dos cristãos católicos nas eleições que se aproximam. É tempo de exercitar o patriotismo e o civismo com a luz que nos vem do Evangelho de Cristo. É dos primeiros tempos da vida da Igreja uma carta na qual se diz: “os cristãos não se distinguem dos demais homens, nem pela terra, nem pela língua, nem pelos costumes. Nem habitam cidades peculiares, nem usam alguma língua distinta, nem vivem uma vida de natureza especial. Nem uma doutrina desta natureza deve a sua descoberta à invenção de homens de espírito irrequieto, nem defendem uma doutrina humana. Habitando em lugares diversos, conforme coube a cada um, e seguindo os usos e costumes das regiões, no vestuário, na alimentação e no resto da vida, revelam uma maravilhosa e forma de comportamento político-social. Habitam pátrias próprias, mas como peregrinos, participam de tudo como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam à violência os recém-nascidos. Servem-se da mesma mesa, mas não do mesmo leito. Estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são conduzidos pelo céu” (Carta a Diogneto). Aceitamos juntos o desafio e queremos aprender de novo a viver como cristãos no tempo que nos é dado pela providência de Deus.

Amar a Deus é escolhê-lo em primeiro lugar. Deus e só Ele merece nosso voto incondicional. Cumprir sua lei, viver sua palavra e nele buscar as orientações para todas as nossas decisões é o primeiro passo a ser dado para nossa presença na política. Tudo o que for contra os mandamentos da lei de Deus seja afastado de nossos pensamentos e de nossas ações. Ao verificar a lista dos candidatos que se apresentam, temos o direito e o dever de conferir se suas propostas correspondem ao que Deus pensa!

O segundo mandamento, que Jesus disse ser semelhante ao primeiro, é o do amor ao próximo como a nós mesmos. A política existe para a busca do bem de todos, sem excluir ninguém. E Deus olha primeiro para os pequeninos e os mais sofredores. Vale a pena escolher pessoas para os cargos eletivos que cuidem ou estejam dispostas a cuidar de todos, especialmente os que passam por maiores dificuldades. Queremos saber das pessoas que se apresentam às eleições se elas querem e podem contribuir para que no mundo cresça o amor a todas as pessoas, vencendo as exclusões que deixam tantos irmãos e irmãs à margem da vida social.

Jesus nos ofereceu ainda o novo mandamento, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15, 12). Para nós cristãos é importante que a política busque a unidade e o amor mútuo. Vemos o quanto fazem mal as acusações dos diversos grupos e partidos uns contra os outros. Existem pessoas que buscam o que é positivo, que querem mais criar pontes de amizade e respeito do que construir muros de separação? Certamente poderão contar mais com nossa confiança e nosso voto.

Para ajudar-nos a viver os mandamentos do amor a Deus e ao próximo, a Igreja tem seu ensinamento social, do qual podemos tirar algumas orientações bem práticas para o período eleitoral:

1. Votar é um exercício importante de cidadania. Vote nas próximas eleições e procure votar bem.

2. Verifique se os candidatos a qualquer cargo político valorizam a vida, a família, a honestidade, a orientação moral da Igreja. Vote em pessoas que respeitem a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, suas práticas e símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé.

3. Do mesmo modo que outros grupos na sociedade querem escolher pessoas que compartilham suas idéias, também nós cristãos temos o direito e o dever de eleger quem vive de acordo com nossos ideais.

4. Voto não é mercadoria. Qualquer “preço” pelo voto, como dinheiro, promessas de cargos no futuro, material de construção, combustível e daí por diante, significa um sinal de alerta, pois quem faz tais promessas não merece nosso apoio. Isto se chama corrupção!

5. Quem se apresenta para um cargo político deve ser digna de confiança. Verifique se a pessoa tem “ficha limpa”, pois é fácil acostumar-se com práticas criminosas e continuar na mesma estrada!

6. A Arquidiocese de Belém não deseja impor nomes de candidatos a qualquer um dos fiéis. Mesmo que existam grupos religiosos ou não que pensem em usar este método, nós preferimos respeitar a liberdade de consciência e a decisão de cada pessoa.

Acompanho com minhas orações e com minha bênção as decisões de cada cristão católico de nossa Arquidiocese, com otimismo e respeito a todos.


Belém/PA, 14 de setembro de 2010
Festa da Exaltação da Santa Cruz.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

Fonte: Portal RCC Brasil

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Congresso Eucarístico Arquidiocesano inicia hoje (23/09).



A Arquidiocese de Teresina inicia hoje quinta-feira (23/09), a partir das 18h30, o II Congresso Eucarístico Arquidiocesano. A abertura será com a Solene Eucaristia, na Praça Saraiva, na frente da Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores.

O Congresso Eucarístico, que prosseguirá até o domingo (26/09), tem como tema "Eucaristia: Pão dos Discípulos em Missão" e como lema "Fica Conosco, Senhor!" (Lc 24, 29). Este será um grande momento para a Arquidiocese de Teresina, reunindo todo o clero e o povo de todas as paróquias da capital e do interior da Arquidiocese. Além do Arcebispo de Teresina, Dom Sergio da Rocha, confirmaram a presença no Congresso: os arcebispos eméritos D. Celso e D. Miguel, todos os Bispos do Piauí, o Cardeal D. José Freire Falcão, de Brasília, e o secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa. O Papa Bento XVI enviou mensagem a ser lida na abertura do Congresso, destacando a importância da fé em Jesus na Eucaristia e enviando a sua benção apostólica.

O Congresso Eucarístico destaca a centralidade da Eucaristia na vida e na missão da Igreja, tendo como principais objetivos: conhecer, celebrar e viver a Eucaristia. Através do Congresso Eucarístico, a Igreja quer ajudar as pessoas a conhecer melhor a Eucaristia, a participar bem das celebrações eucarísticas (missas) e a viver a Eucaristia na vida cotidiana.

Além disso, esse Congresso celebra os cinqüenta anos do I Congresso Eucarístico de Teresina realizado por Dom Avelar Brandão Vilela nos dias 26 a 30 de outubro de 1960, que se tornou um marco para a vida da Arquidiocese de Teresina.

A programação do evento consta de: celebrações eucarísticas (missa de abertura, missa de encerramento, missa da juventude, missa dos doentes, missas nas cinco Foranias da cidade), dois simpósios (Simpósio Teológico e Simpósio de Bioética), caminhada da juventude, exposição cultural e apresentações, adoração continuada ao Santíssimo Sacramento e atendimento de confissões. As principais celebrações (abertura, encerramento e da juventude) acontecerão na Praça Saraiva, devidamente preparada para acolher a multidão dos fiéis.

Assim o Arcebispo de Teresina, Dom Sérgio da Rocha destaca a importância do evento: “Queremos com o Congresso Eucarístico animar a vida eucarística na Arquidiocese de Teresina. Há muita gente que não conhece bem, nem participa da Eucaristia. Por isso, o Congresso vem fortalecer a fé na Eucaristia, estimular a participar bem das missas e, acima de tudo, animar a vivência da Eucaristia celebrada. O mundo de hoje precisa de gestos eucarísticos de comunhão, amor fraterno, partilha solidária e doação da própria vida. Como aconteceu há cinqüenta anos, este II Congresso quer ser um marco para a Igreja, produzindo muitos frutos que vão permanecer na vida das pessoas e das comunidades”.

A abertura será com a Solene Eucaristia, na quinta feira, 23 de setembro, às 18h30, e o encerramento, no domingo, 26 de setembro, às 17:00 h, ambos na Praça Saraiva, defronte à Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores.

Confira abaixo a programação completa de todos os eventos:

Programação II Congresso Eucarístico de Teresina

QUINTA FEIRA - 1º DIA: 23 DE SETEMBRO DE 2010

18.30 h – Abertura oficial do 2º Congresso Eucarístico

19.00 h – Solene Eucaristia

Local: Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores

Início da Adoração contínua ao Santíssimo Sacramento

Local – Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores

SEXTA FEIRA - 2º DIA: 24 DE SETEMBRO DE 2010

Adoração contínua ao Santíssimo Sacramento

e Confissões de 08.00 h às 11.00 h e de 14.00 h às 17.00 h

Local: Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores

08.00 às 17 h – Simpósio Teológico com conferências,

oficinas e painel de debates

Oração Inicial – Laudes Solenes

Local: Auditório da OAB

08.00 às 17 h – Simpósio de Bioética com conferências,

oficinas e painel de debates

Oração Inicial – Laudes Solenes

Local: Auditório do Colégio Diocesano

Durante todo o dia: Exposição cultural

Local: Ginásio de Esportes do Colégio Diocesano

19.00 h – Celebrações Eucarísticas nas 05 Foranias de

Teresina

SÁBADO - 3º DIA: 25 DE SETEMBRO DE 2010

Adoração contínua ao Santíssimo Sacramento

e Confissões de 08.00 h às 11.00 h e de 14.00 h às 17.00 h

Local: Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores

08.00 às 13 h – Simpósio Teológico

com conferências, oficinas e painel de debates

Oração Inicial – Laudes Solenes

Local: Auditório da OAB

08.00 às 13 h – Simpósio de Bioética

com conferências e painel de debates

Oração Inicial – Laudes Solenes

Local: Auditório do Colégio Diocesano

9:00 h – Missa dos enfermos na Catedral

18.00 h – Momento de Animação com a juventude

Local: Adro da Igreja de São Benedito

Início da Caminhada da Juventude

19.00 h – Celebração Eucarística com a juventude

seguido pela Vigília Eucarística

Local: Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores

Durante todo o dia: Exposição cultural

Local: Ginásio de Esportes do Colégio Diocesano

DOMINGO - 4º DIA: 26 DE SETEMBRO DE

2010

Durante todo o dia: Adoração ao Santíssimo

Sacramento e Confissões de 08.00 h às 11.00 h e

de 14.00 h às 17.00 h

Local: Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores

10.00 h - Momento Cultural - Teatro João Paulo II

17.00h - Eucaristia de Encerramento do 2º

Congresso Eucarístico Arquidiocesano de Teresina

Local: Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores


Programação dos simpósios

Simpósio teológico

Expositores:

Prof. Dra. Tânea Couto

Possui mestrado em Teologia Bíblica pela Ponti-fícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio); doutoranda em Teologia Bíblica pela mesma Universidade. Professora de Escritos Joa-ninos e Paulinos da Faculdade Católica de Forta-leza – CE.

Dom Pedro Brito Guimarães

Cursou filosofia e parte da teologia no Seminário de Fortaleza – Ce; possui bacharelado em Teolo-gia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma; possui mestrado e doutorado em Teologia Dogmática pela mesma Universidade Gregoriana com a tese doutoral: “Os Sacramentos: atos ecle-siais e proféticos: um contributo ao conceito dog-mático de sacramento à luz da exegese contem-porânea” (1995), publicada na Coleção “Tesi Gregoriana”. Atualmente integra a Comissão da CNBB para a Missão Continental e é bispo dio-cesano da Diocese de São Raimundo Nonato – PI.

Pe. Dr. Domingos Barbosa Filho

Cursou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus em Teresina. Possui mestrado pela Pontifícia Universidade Gregoria-na de Roma (1997) e doutorado pela mesma Uni-versidade Pontifícia de Roma com a tese: “A vontade salvífica e predestinante de Deus e a questão do cristocentrismo. Um

estudo sobre a doutrina de João Duns Escoto e seus ecos na teologia contemporânea” (2007), publicada na Coleção “Tesi Gregoriana” da mesma Universidade. Atualmente é Colabora-dor da Comissão de Doutrina da CNBB, na área de cristologia, Professor e Diretor do Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí, em Teresina.

Dom Dimas Lara Barbosa

Formou-se em Engenharia Eletrônica no ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos-SP. Trabalhou como Enge-nheiro no IAE - Instituto de Atividades Espaci-ais, e na Ericsson do Brasil, em São José dos Campos-SP. Cursou Filosofia no Instituto de Filosofia de São Bento, em São Paulo-SP e Te-ologia no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté-SP. Fez doutorado em Teologia Sistemática pela Universidade Grego-riana de Roma. Atualmente é bispo auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário Geral da CNBB.

Pe. Dr. Luiz Antonio Bento

Possui pós-doutorado em Bioética pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), (2010); doutorado com a tese sobre “Ética e Ci-ência Biomédica – Contribuição ético-teológica para a pesquisa com seres humanos” (2005) e mestrado (2002), ambos em Teologia Moral pela Universidade Lateranense, Academia Al-fonsiana, Roma; licenciatura em Teologia pelo Instituto Teológico Paulo VI, Londrina-PR (1991); licenciatura em Filosofia, Psicologia e História pela Faculdade de Ciências Humanas “Arnaldo

Busato”, Toledo-PR (1994); assessor nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Fa-mília da CNBB e coordenador da Comissão de Bioética da CNBB, desde 2007; professor de Moral e Bioética, em Brasília e autor do livro: “Bioética: desafios éticos no debate contemporâ-neo”, publicado pelas Paulinas (2008).

Proposta metodológica

Dia 24 de setembro de 2010

8:00h – Oração de abertura – Laudes

Presidente:

8:30h -10:00h – Eucaristia e Missão - Dom Pedro Brito Guimarães

10:00h – Intervalo para lanche

10:30h – 12:00h – Eucaristia, Pão da Vida em João 6. Profa. Ms. Tânea Couto

12:00h – Almoço

14:00h -15:30h – Eucaristia e Família – Pe. Dr. Luiz Antonio Bento

15:30h – 16:00h - Intervalo

16:00h – 17:30h – Painel-debate com os confe-rencistas: Dom Pedro Brito, Pe. Luiz Antonio Bento e Profa. Tânea Couto

Dia 25 de setembro de 2010

08:00h – Oração – Laudes

Presidente:

08:30h – 10:00h –Eucaristia e Vida Eterna Prof. Dr. Pe. Domingos Barbosa Filho

10:00h – Intervalo para lanche

10:30h – 12:00h - Eucaristia e Compromisso Social – Dom Dimas Lara Barbosa

Encerramento

Simpósio de Bioética

Expositores:

Pe. Dr. Luiz Antonio Bento*

*Conf. Expositores Simpósio Teológico.

Prof. Dr. André Marcelo Machado Soares

Possui pós-doutorado em Ética Biomédica pelo IBCCF/UFRJ, pós-doutorado em Bioética pela PUC-Rio, doutorado em Teologia Sistemática pela PUC-Rio, mestrado em Teologia Sistemá-tica pela PUC-Rio, graduado em Teologia pela PUC-Rio e graduado em Filosofia pela Escola Teológica da Congregação Beneditina do Bra-sil. Professor ordinário do Instituto de Filosofia e Teologia do Seminário São José – Niterói, coordenador acadêmico e professor do curso de pós-graduação em Bioética da PUC-Rio. É edi-tor da Revista Sapientia Fidei, membro da Soci-edade Brasileira de Bioética (SBB), membro do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Instituto Nacional de Câncer (INCA), membro da Co-missão de Bioética CNBB desde 2004 e mem-bro da Equipe de Apoio da Seção Vida do CE-LAM.

Prof. Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia.

Graduada em Farmácia e Bioquímica, mestre em Bioquímica e doutora em Microbiologia. Docente do Instituto de Biologia da Universida-de de Brasília e membro da Comissão de Bioé-tica da CNBB.

Prof. Dr. Francisco de Assis Santos Rocha

Cursou Medicina pela Universidade Federal da Bahia e fez Residência Médica em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui Mestrado em Ciências e Saúde pela Universidade Federal do Piauí, em convênio com a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Atualmente é professor de Psiquia-tria e Psicologia Médica da Universidade Fede-ral do Piauí.

Pe. Osório Barbosa Teixeira Neto.

Cursou Filosofia no Centro de Estudos do Se-minário Maior de Teresina e Teologia no Insti-tuto de Centro Teológico do Maranhão. Possui mestrado em Teologia Moral pela Universidade Lateranense, Academia Alfonsiana, Roma. Foi professor de Teologia Moral no Instituto de Es-tudos Superiores do Maranhão (1996-2004). Atualmente é professor de Teologia Moral do Instituto Católico de Estudos Superiores do Pi-auí e pároco da Paróquia São João Evangelista, em Teresina.

Proposta Metodológica

Dia 24 de setembro de 2010:

08:00h – Oração de abertura – Laudes

Presidente: Dom Miguel Fenelon Câmara Filho – Arcebispo emérito de Teresina

PRIMEIRA SESSÃO – 8:30h – 10:30h

A Bioética e sua Estrutura Prof. Ms Pe. Osório Barbosa Teixeira Neto

Aborto - Pe. Dr. Luiz Antonio Bento

Intervalo – 10:30h – 11:00

DEBATE – 11:00h – 12:00h

Pe. Bento, Dra. Lenise , Dr. Marcelo e Pe. Osório

Almoço – 12:00hs

SEGUNDA SESSÃO – 14:0h – 16:00h

Reprodução humana assistida: fecundação artificial, intervenções terapêuticas, etc. (Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia).

Biotecnologias: engenharia genética, clo-nagem, células tronco, transgênicos (Prof. Dr. André Marcelo Machado Soares e Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia).

Intervalo – 16:00h – 16:30

DEBATE – 16:30h – 17:30h

Dra. Lenise e Dr. Marcelo

Encerramento

Dia 25 de setembro de 2010:

08:00h - Oração de abertura – Laudes

Presidente: Dom Celso José Pinto da Sil-va – Arcebispo emérito de Teresina

TERCEIRA SESSÃO – 08:30h – 10:00h

Suicídio – Prof. Dr. Francisco de Assis dos Santos Rocha

Intervalo: 10:00h – 10:30h

QUARTA SESSÃO: 10:30h – 12:00h

Vida em Fase Terminal: Eutanásia, Dista-násia, Ortotanásia (Prof. Dr. André Mar-celo Machado Soares / Dra. Lenise Apa-recida Martins Garcia)

Debate: 12:00h – 12:30h

Palavra de Dom Sérgio da Rocha – Arce-bispo Metropolitano de Teresina

Encerramento

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Congresso Arquidiocesano da RCC de Teresina



A Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de N. Sra. das Dores de Teresina realizará o VIII CONGRESSO ARQUIDIOCESANO no período de 10 a 12 de setembro de 2010 no Atlantic City Club com a participação de cerca de 5000 pessoas. O congresso reunirá membros dos grupos de oração, presentes nas Paróquias e comunidades da Arquidiocese, além de outras pessoas simpatizantes do movimento.
“Proclama a Palavra, anuncia a Boa Notícia”, este será o tema do VIII congresso da RCC, com o objetivo de evangelizar, anunciar Jesus Cristo vivo e ressuscitado a todos por meio da sua Palavra que é luz para o caminho de todos os homens. Será um momento oportuno para escutar a Palavra de Deus que reconstrói a vida do homem e nos envia para a missão.
O pregador oficial do Congresso será Frei Elias Vella, da Ilha de Malta, país que fica ao norte da África. Ele é membro da Província Maltense dos Franciscanos Menores Conventuais, foi Ministro Provincial em sua província, de 1974 a 1986 e pároco em sua cidade natal. Por 24 anos foi professor de Teologia Dogmática e Teologia Pastoral no INSERM (Instituto Nacional Studiorum Ecclesiasticorum, Religiosorum Melietensium) este instituto prepara estudantes religiosos de diversas ordens, academicamente e para o sacerdócio. Foi nomeado pelo Arcebispo de Malta, Dom Joseph Mercieca como Representante para a Vida Religiosa em Malta e, mais tarde, Exorcista Oficial da Arquidiocese de Malta. Frei Elias Vella é autor de uma série de livros, incluindo “O Anticristo” e “O Espírito Santo Vida da Igreja”, ambos publicados pela Palavra & Prece Editora (São Paulo/Brasil) e ainda, Ancorando sua Vida em Deus e a cura através do amor. São quase 40 publicações em diversos idiomas: maltês, inglês, italiano, tcheco, eslovaco e português. Frei Elias conduz orações, seminários, retiros e exercícios espirituais em diversos países espalhados nos cinco continentes.
Na programação do evento haverá momentos de oração, louvor, palestras e a Celebração da Santa Missa. O congresso oferece ainda uma feira de artigos religiosos, praça de alimentação e um espaço especial para as crianças, O CONGRESSINHO. Neste espaço as crianças poderão experimentar um pouco do congresso com uma linguagem e uma própria para elas.

OUTRAS INFORMAÇÕES:

1. Inscrição:
Opção ( 1 ) R$ 10,00
Opção ( 2 ) R$ 20,00 com direito ao almoço sábado e domingo.
Onde fazer a inscrição:
A inscrição será feita na recepção do Atlantic City no dia do evento.